Seu pet tem estado lento, com dificuldades auditivas, nas articulações e mau-hálito? Isso pode ser sinal do seu envelhecimento. Saiba como agir e a hora de consultar um veterinário geriatra.
Em um fim de tarde chuvoso de domingo, Aninha estava sentada no tapete da sala brincando com alguns brinquedos, enquanto sua mãe assistia televisão. Lá fora a chuva era pesada, com ventania e muito frio. Cada uma estava concentrada em sua atividade e o único barulho que se ouvia era o som do filme de suspense que passava na TV. De repente, Aninha é surpreendida por um ruído forte do lado de fora da porta de entrada da casa. Era um roçar nervoso e agitado. A mãe e a menina se entreolham. Quem terá coragem de abrir a porta? Aninha, se levanta e imediatamente abre a porta, sua curiosidade é maior do que o medo do perigo. A menina então, se depara com um cachorro de porte pequeno, assustado e tremendo de frio, todo molhado por causa da chuva. Aninha o toma nos braços, sensibilizada, o leva para sala e o enrola em um cobertorzinho para aquecê-lo. “Olha mamãe, esse cãozinho estava lá fora, todo molhado e tremendo de frio, deve ter tomado toda essa chuva. Ele veio se abrigar aqui em casa, podemos ficar com ele?” Pede a pequena comovida. A mãe fica meio preocupada: “Não sei filha, não sabemos nada sobre este cãozinho. Ele precisa ser examinado pelo veterinário, precisamos saber quantos anos ele tem, se possui alguma doença, sarna, raiva… Ou qualquer coisa assim. Além do mais, ele pode ser o mascote de alguém. E essa pessoa deve procurá-lo.” Ah, não sei não mãe. O cachorro não tem coleira, não tem falhas no pêlo nem fica se coçando, o que poderia ser sarna. Ele é mansinho, está só assustado, olha como se aconchegou coberto nos meus braços. Não parece ter raiva.” A mãe busca usar o bom senso e concente: “Está bem, amanhã vamos ao veterinário para o cão ser examinado.” Na manhã seguinte, mãe e filha se encontram na sala de consulta do médico veterinário, atentas aos exames que estão sendo feitos no cãozinho, percebem que é feito exame na boca, olhos, orelhas, na qualidade do pêlo e também exames internos, para verificar alterações em seus órgãos . O médico dirige o olhar às duas e diz:
- De acordo com os exames, este cachorro tem aproximadamente 8 anos. Isso significa que ele é um cão idoso.
- E, o que isso significa na prática doutor, como devemos cuidar dele? Pergunta a mãe.
- Na prática, assim como os seres humanos, os animais também envelhecem. Esse é o processo que leva o ser vivo a ir perdendo aos poucos a energia e vitalidade, suas células, tecidos e órgãos sofrem alterações, as quais dificultam a sua qualidade de vida. Os cães, mesmo de pequeno porte como este, ficam lentos para se exercitar, com o tempo podem sofrer de problemas ortopédicos, problemas cardíacos, renais ou disfunção cognitiva, entre outros. A melhor maneira de cuidar desse cãozinho… O médico mostra um sorriso terno, enquanto se dirige a Aninha: é lhe dando muito amor e carinho. Procure sair com ele para passear nos horários mais frescos do dia, se ele demonstrar cansaço, pare para descansar imediatamente, nada de forçar os seus limites físicos, para que ele não se machuque. O médico continua as suas orientações, agora se dirigindo a mãe:
- É importante vaciná-lo imediatamente, para manter a sua carteira de vacinação em dia. O cachorro idoso deve comparecer ao veterinário a cada 6 meses e ter uma dieta balanceada com base na fórmula de ração sênior, rica em ômega-3, zinco, proteínas e com redução significativa de gorduras. É importante, também, neste tempo frio mantê-lo bem aquecido, pois nessa idade a temperatura do corpo é baixa, é possível que seu cão possa dormir bastante, isso também é comum na velhice canina. Mantenha uma higiene bucal do cachorro regular, pois eles podem ter mau-hálito, dificuldade para mastigar e doenças gengivais nessa fase.
Uau! Isso é incrível! Exclama surpresa a mãe de Aninha. “O que é incrível senhora?” Pergunta intrigado o médico.
Todo o processo de envelhecimento nos animais, fico pensando se os gatos também passam por tudo isso na velhice? Responde a mulher pensativa. “Com os gatos o processo é semelhante, mas há algumas particularidades”. O médico dá prosseguimento à conversa:
- Os gatos são considerados idosos a partir dos 11 anos, se chegar aos 15 ou passar disso é visto como um animal geriátrico, muito idoso. Nesta fase da vida eles podem perder o apetite e, por consequência, muito peso. Isso compromete a flexibilidade das suas articulações, pela má nutrição. Devido ao envelhecimento, seu olfato, paladar e audição ficam lentos. Os gatos, assim como os cães, podem também apresentar problemas dentários, doenças gengivais e até a perda dos dentes.
- Nossa doutor, percebo que o senhor não é apenas um clínico geral veterinário? Pergunta a mãe de Aninha, curiosa.
- Não senhora. Eu sou médico veterinário geriatra. A geriatria veterinária visa promover a longevidade dos animais, buscando o equilíbrio na qualidade de vida deles.
- Compreendo! Obrigada doutor pela consulta. Qual o seu nome mesmo?
- É Luiz.
- Certo, prazer, doutor Luiz! Vamos, Aninha levar o Lulu para casa.
Você gostou dessa história sobre o envelhecimento do pet e a função da geriatria veterinária? Acolher um cãozinho idoso é ter a oportunidade de dar ao animal um final de vida com muito amor, carinho e saúde. Não se esqueça de consultar o veterinário a cada 6 meses e, se seu pet estiver em uma idade idosa, conte com a geriatria veterinária para lhe ajudar.
Fique ligado em nosso site e canais na internet, sempre teremos novidades!
Fontes de consulta
Royal Canin
Como o envelhecimento afeta os gatos
Veja Saúde
Cão idoso: saiba quais são os cuidados necessários
Blog petz
Geriatria veterinária: como saber quando seu pet pode precisar da especialidade?





